"
(...)
Vêem esse semi infinito? Essa carga ondular da consciência,
que o homem tanto observa, mira (poucos os que olham e vêem), na esperança que
esse pouco da natureza lhes dê a resposta? Pois foi para esse nada que acabou
por partir. Vindo de onde? Não sei, falaram-me no corpo dele. Vindo porquê? A
fuga parece sempre a melhor (quem sabe se a única?) solução para certos males.
Vindo para quem? Para ninguém ao certo, porque as palavras se lhe consomem. Se
cantar, se contar, se explicar, o assunto será o tudo. Se não falar, então de
onde virá escrito o nada que existe?
(...)
Vêem esse semi infinito? Essa carga ondular da consciência,
que o homem tanto observa, mira (poucos os que olham e vêem), na esperança que
esse pouco da natureza lhes dê a resposta? Pois foi para esse nada que acabou
por partir. Vindo de onde? Não sei, falaram-me no corpo dele. Vindo porquê? A
fuga parece sempre a melhor (quem sabe se a única?) solução para certos males.
Vindo para quem? Para ninguém ao certo, porque as palavras se lhe consomem. Se
cantar, se contar, se explicar, o assunto será o tudo. Se não falar, então de
onde virá escrito o nada que existe?
A alma soltou-se da mente. Garanto que até aqui não
associava qualquer separação possível. Ela deu-se, contudo. A alma soltou-se da
mente, na esperança que a ideia que ficasse do corpo fosse, calmamente?,
substituída por uma menos tenebrosa, escabrosa, vergonhosa. Entes queridos
surgem do talento de todas as outras almas. Por vezes, do talento de todos os
outros corpos. Surgem do talento das metamorfoses que as próprias almas executam
em cada vida que transformam. De uma noite, espera-se a vertigem dos que
vagueiam. De um dia, o sonho imaginável
do alcançável ao não-espírito."
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