Escreveram uma palavra e eu senti um empurrão. Mas não o senti, porque ele não existiu. O mundo de que falo é tão exterior a mim, que não reflete nem sensações, nem visões, nem deturpações.
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| "mas tu estás cá para viver, ou para esperar a morte?" |
As pessoas têm o hábito de consumir as palavras. Parece uma frustração, mas utilizam-nas porque sim e porque não, tiram-lhes significado e sugam-lhes vida. Não me parece justo para as próprias, não me parece correto.
Nestes últimos dias tenho procurado pela minha correção, e sei que não a tenho avistado. Talvez esteja num dia em que nada parece fazer sentido, nada parece ser óbvio, nada parece nada e o tempo limita-se a passar. Depois acabo por preferir que a vida tenha sal, açúcar e pimenta, e que não seja tão insípida. Talvez seja esse o motivo que me leva a procurar pela paz em mim. Nada do que fiz foi um fim. Nada do que falei se resolveu. Estive constantemente num prato da balança que não se equilibrava - qui fastídio!
Mas bem, eu procuro a paz, não a do mundo porque neste momento sonho muito baixinho, mas a minha. E se resolver o que há para resolver for o necessário para a alcançar, então vamos a isso.

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